sábado, 27 de novembro de 2010

Review: Bucky (Jibaku-Kun)




Nomes Alternativos: Bucky - The Incredible Kid, Jibaku-kun
Ano: 1999
Diretor: Akira Suzuki
Estúdio: SOFTX Trans Arts
País: Japão
Episódios: 26
Duração: 30 min
Gênero: Aventura / Fantasia


Bucky (no Japão, Jibaku-Kun, e nos EUA, Bucky The Incredible Kid) chegou até a passar na TV aberta, pela Band.

É criação de Ami Shibata e possui, além do anime, um mangá com seis edições no qual o anime se baseia.

O mundo de Bucky (chamado de Mundo 12) tem o formato de um relógio se olhado de cima (com números e tudo), com a Torre Pontiaguda no meio, lugar onde o tempo não passa.

A história começa quando Bucky, uma criança megalomaníaca que quer governar o mundo, é escolhida por Spaak para ser seu substituto como Grande Criança.



Grandes Crianças são heróis do povo, normalmente escolhidas através de teste. A mais forte delas era Spaak. Elas ganham um companheiro, um Espírito, que são bolinhas cor de rosa que explodem quando abrem as mãos.

O de Bucky é chamado muito apropriadamente de Esquisito. Cada Espírito é diferente do outro, através de detalhes como cabelo, tapa-olho, batom, etc.


Para ser reconhecido como Grande Criança, a criança em questão tem de viajar até a Torre Pontiaguda, pelo sentido horário (a GC do Mundo 11 só tem que andar uma ”casa“? Sacanagem com o Bucky!), onde ganha sua especialização."

No caminho, Bucky enfrenta muitos inimigos, sejam outras GC, sejam Monstros Encrenqueiros, os quais são monstros alterados por um veneno que os deixa mais fortes e maus.


Ele também ganha aliados, sendo os principais um Monstro-Guia (monstro que ajuda a GC a se deslocar, o de Bucky é uma galinha gorda que quanto mais come, mais cresce), além de Pinky e Kai, Grandes Crianças que o acompanham. Personagens secundários aparecem aos montes na série. Seu grande inimigo é Slash, criador do Veneno do Despertar.


Há muito homossexualismo no desenho, além de uma espécie de Grande Criança travesti, o que eu acho bom, pois ajuda a quebrar tabus.

No quesito técnico, Bucky é amado por uns e odiado por outros. O traço é sujo e os personagens são normalmente feios, muito feios. Os espíritos que o digam. São pequenos monstrinhos horrorosos.


A exceção são Spaak e Slash, ambos com um traço e um estilo de luta muito bonitos e estilosos. Mas a mesma estranheza pode ser considerado um ponto forte, pois isto acaba dando um estilo próprio a Bucky que o diferencia do padrão de traço de animes. As cenas são fluidas, e as lutas são interessantes, variadas e freqüentes.


A parte sonora é bem feita, mas sem nenhum grande destaque. A dublagem brasileira foi bem feita, e creio eu que não houve muitos cortes ou alterações no roteiro, já que detalhes comumente censuráveis em um desenho, como o homossexualismo e a violência, foram mantidos.


Bucky não é uma série comum, e esta originalidade é sua grande vantagem. Não é nem de longe recomendado para pessoas que querem algo sério, inovador e complexo. É apenas diversão sem noção e descompromissada. Vale a pena para quem quer fugir um pouco do padrão de animes no mercado ou só relaxar um pouco.



Fonte: ANIMEHAUS

Link para baixar: http://www.hinata.xpg.com.br/paginas2/index.php?page=klauss/bucky.html

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Abertura:



Encerramento:

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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Atraso (de novo ^^)

Desculpem a demora, é que eu to sem tempo pra NADA ¬¬ , mas nos próximos dias eu vou colocar mais reviews de animes XD

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sábado, 27 de março de 2010

Review: Samurai 7

Ano: 2004
Diretor: Toshifumi Takizawa
Estúdio: Gonzo

País: Japão
Episódios: 26
Duração: 25 min
Gênero: Aventura / Mecha / Sci-Fi


É preciso ser muito corajoso e, por que não dizer, atrevido, para se meter a fazer uma versão nova de uma obra que é considerada um clássico. De gente corajosa e atrevida o mundo está cheio, mas poucos conseguem ser, além de tudo isso, talentosos.
Este é, sem dúvida, o caso do diretor Takizawa Toshifumi, que conseguiu criar uma obra-prima baseada em outra! Samurai 7 é uma versão futurista em anime do grande clássico do cinema japonês ”Os Sete Samurais“, do mestre Akira Kurosawa, lançado em 1954.
O filme, que dura quase 3hs e meia, se passa durante o século XVI, na época do Japão feudal, enquanto o anime traz uma mistura das características daquela mesma época, mas com tecnologia avançada (É um mecha... não precisa explicar, né... ^__^).
A estória gira em torno de uma pequena vila chamada Kanna, que vem sendo saqueada por um grupo de samurais que reaparece a cada colheita para levar quase todo o arroz produzido pela aldeia no ano e, cada vez mais exigentes, passam a levar, além do arroz, mulheres e crianças também. No anime, esses samurais são "samurais-máquinas" conhecidos como Nobuseri.
Numa atitude desesperada para salvar a vila, é enviado um pequeno grupo para a cidade grande com a missão de recrutar alguns samurais dispostos a ajudá-los, recebendo como pagamento apenas todo o arroz que eles puderem comer, que é a única coisa que a vila tem para oferecer.
O grupo que sai nessa busca é composto por Rikichi, um jovem que odeia os Nobuseri; Kirara, a sacerdotisa da aldeia; e sua irmãzinha Komachi.
Logicamente, alguns personagens foram adaptados para esta versão. A adaptação mais notável, sem dúvida alguma, foi a do samurai Kikuchiyo, que também é um samurai-máquina, mas que se junta ao grupo para ajudar a vila e que, apesar de atrapalhado, desempenha um papel importante no grupo e traz um pouco de comédia para a estória, assim como acontecia no filme.
O samurai Kambei é, sem dúvida, um dos personagens mais marcantes, pela sua personalidade e característica de liderança. Enfim, todos os personagens têm personalidades distintas, uns carismáticos, outros enigmáticos, cada um com a sua importância na estória, mesmo aqueles de quem menos se espera... não vou falar sobre cada um para não estragar a surpresa!
Um ponto importante a se tocar são as lições passadas com os acontecimentos. Os personagens conseguem passar bem a idéia de que as aparências realmente enganam, uma vez que, no enredo, há vários deles que aparentam ser de um jeito logo no começo e, depois, com o desenrolar da estória, se revelam bem mais complexos e interessantes do que a impressão inicial que passavam.
Outros pontos bastante interessantes são a importância que é dada ao trabalho em equipe e a superação dos próprios limites por parte dos moradores da vila, que precisaram acreditar em si mesmos e não apenas se confiarem nos samurais que se dispuseram a ajudá-los.
Várias lições de vida numa estória cheia de conflitos, regidas por um enredo maestroso do grande Akira Kurosawa... uma obra-prima!Samurai 7 é realmente um anime e tanto!
A adaptação foi feita com muito cuidado para respeitar a obra original, e as personalidades dos personagens do filme foram praticamente intocadas, sendo no máximo acentuadas em alguns casos, e a estória segue o roteiro original até o fim, com vários acréscimos esclarecedores ao desenrolar dos acontecimentos.
A trilha sonora é extremamente envolvente e se encaixa perfeitamente nos cenários da estória, e a belíssima animação, feita em alta definição, custou para o estúdio cerca de 300 mil dólares por episódio!!! ‘0_0


Sem dúvida, um anime que não pode deixar de ser visto, da mesma forma que recomendo que vejam o filme... de preferência, antes.






Fonte: ANIMEHAUS




Você pode baixar em:
http://www.hinata.xpg.com.br/paginas2/index.php?page=klauss/samu7_mp4.html



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quinta-feira, 11 de março de 2010

Review: Elfen Lied

Ano: 2004
Diretor: Mamoru Kanbe
Estúdio: GENCO / VAP / ARMS
País: Japão
Episódios: 13
Duração: 25 min
Gênero: Drama / Terror / Violência



Ano após ano, os fãs de animação são contemplados com inúmeras obras memoráveis. E, embora sejamos brindados com uma enxurrada de coisas interessantes, sempre é possível eleger uma, que se ergueu, ainda que apenas um degrau, acima das demais.


Em 95, tivemos o poderoso Evangelion da Gainax. Em 97, o aclamado Berserk, animação baseada em um dos mangas de maior sucesso da história. Em 2000, o magnífico BoogiePop Phantom deixou todos pasmos.


Em 2003, foi a vez da (deveras agradável) surpresa Kimi Ga Nozomu Eien.Lá se foi 2004. E com ele se foram muitos animes formidáveis. Para citar apenas alguns, temos: Samurai 7, Mosnter, Gantz, Samurai Champloo, Paranóia Agent e Gundam Seed Destiny.


Que todas estas obras facilmente mereceriam uma nota na casa dos 90%, não restam dúvidas, mas a que realmente merece o conceito máximo, certamente, é Elfen Lied.No que poderia ser definido como uma incrivelmente bem sucedida mistura de Akira, Chobits e Gantz (falo sério), Elfen Lied deixa o espectador boquiaberto do primeiro ao último minuto, com sua sincronizada sucessão de cenas de extrema violência, fan-service, drama e romance.

É um atípico caso em que adolescentes com superpoderes, romances infantis e carnificinas à luz do dia não entojam nem mesmo os fãs mais refinados.A história gira em torno da mutante Lucy e de dois primos, Kouta e Yuka.

Após alguns anos de separação, graças a uma tragédia com sua família, Kouta decide ir morar com sua prima. Neste mesmo dia, ele e Yuka acabam por encontrar uma estranha garota com chifres, ferida e nua na praia. Após descobrirem que ela não consegue falar e age como uma criança, resolvem dar-lhe abrigo.


Eles só não imaginavam que, acolhiam, no seio de seu próprio lar, a portadora do fim.Conforme os dias vão passando, Kouta e Yuka vão ficando mais próximos de Nyuu (nome dado a Lucy - a mutante encontrada na praia - pelo fato de ser a única palavra que ela consegue pronunciar) e estarrecedores fatos sobre o passado dos primos, bem como da implacável assassina de dupla personalidade e dos demais personagens vão se revelando.

Muitos devem estar se pergunatndo agora: "Chifres? Que diabos?" Sim. A turminha "do mal" - que no final se mostra do bem, se comparada aos homens - composta de belas garotas, adornadas com cabelos em tons avermelhados, chifres, alguns pares de braços invisíveis a mais e sexto sentido extremamente desenvolvido, se trata, na realidade, de uma nova espécie:os diclonius (dois chifres).
Induzida por um vírus, criada, cultivada e exposta a dolorosas experiências em laboratório pelo homem, atribuí-se, a essa espécie, a futura aniquilição da humanidade.Elfen Lied conta com uma história primorosa e complexa. Sem deixar de lado a inocência dos puros de coração, toca em assuntos delicados como preconceito, intolerância, pedofilia, abusos domésticos, crueldade humana e por aí afora.


Aspectos técnicos como traço, animação e trilha sonora são irretocáveis, também. "Lilium", tema de abertura, pomposa canção lírica, totalmente em Latim, retirada de uma passagem bíblica, em contraposição com "Be You Girl" música no melhor estilo Peach Girl, tema de encerramento, dá uma perfeita noção do sincretismo aspirado - e alcançado - pelo autor.


Com roteiro por conta de Takao Yoshioka, dirigida por Mamoru Kanbe e produzido pelos estúdios VAP/Genco, já era de se esperar algo de qualidade.

Se não há muito o que se dizer sobre a animação, há uma consideração que merece ser feita sobre o (belo) traço de Seiji Kishimoto: se houvesse alguma premiação para a categoria "tamanho dos olhos dos personagens", Elfen Lied certamente levaria.
Sem exagero (por minha parte), eles ocupam, facilmente, quase a metade dos rostos dos personagens. Mas, longe de ser desagradável, isso os torna ainda mais expressivos.

O nome da série "Elfen Lied", que significa Canção Élfica, (bem como os títulos de cada episódio) está em alemão, Muito provavelmente baseado na canção alemã de mesmo nome, de Eduard Mörike.

Outro fato interessante sobre o anime e que, muitos devem se deleitar a respeito é a abertura. As suntuosas imagens foram retiradas da mais notável pintura de Gustav Klimt, "O Beijo", que se encontra atualmente em Viena.

Desnecessário dizer, a essa altura, que falamos de uma obra "cult". Não é para qualquer pessoa, definitivamente.

Em primeiro lugar por sua exacerbada violência gráfica: a quantidade de decapitações e estripações cometidas por Lucy logo no primeiro episódio já deixa isso bastante claro. Em segundo lugar, pelo fascinante sadismo com que o autor intercala essas cenas viscerais, com cenas coloridas e felizes.

E, em terceiro lugar - e principalmente - pela incomoda (para alguns) transparência com que o mais sombrio e sórdido lado humano é revelado, sem ressalvas.


Não vou negar que achei alguns dos diálogos do anime um pouco sem nexo (a parte que Maya explica a Nana porque ela não deveria queimar dinheiro, por exemplo), mas como a chance disto ser culpa do fansub é de 99,99%, uma penalização seria injusta.


Tem a questão do final também, deixado mais ou menos em aberto, com uma leve tendência a um final feliz, o que particularmente não me agrada e muito menos combina com a série. Mas por ter sido deixado em aberto, ficar conjeturando mais do que realmente é mostrado, seria mera especulação.

Apenas para encerrar, um amigo meu reclamou do que ele considera "excesso de fan-service" no anime. Bem, ainda no campo excessos (muito farto nessa obra), alguém poderia dizer o mesmo em relação à violência ou a hipocrisia retratada pelo autor. Mas da mesma forma que não faz sentido reclamar de excessos de situações sexuais em um hentai, não faz sentido reclamar dos excessos recém mencionados em Elfen Lied. É apenas uma questão de entender ao que a obra se propõe. Sendo assim...


Obs: Ainda indeciso se deve assistir ou não? Assista o primeiro episódio, se conseguir, prossiga. A violência, bem como os demais temas pesados, continuam, mas quem chegou até lá deverá conseguir.

Fonte: ANIMEHAUS

Você pode baixar em: http://www.hinata.xpg.com.br/paginas/index2.php?page=caniss/elfen.html


Abertura:



Encerramento:

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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Review: Detroit Metal City

Alternativos: DMC
Ano: 2008
Diretor: Hiroshi Nagahama
Estúdio: Studio 4oC
País: Japão
Episódios: 12
Duração: 14 min
Gênero: Comédia

Detroit Metal City (DMC) é um anime baseado no manga homônimo de Kiminori Wakasugi. Ele conta a história de uma banda de death metal independente como muitas por aí. No entanto, eles possuem um incrível diferencial em relação a outras bandas.


E o que seria esse incrível diferencial? Johannes Krauser II.O vocalista e guitarrista Krauser II proporciona shows pra lá de empolgantes com suas performances ”demoníacas“. Quando o rei demônio pisa no palco, a platéia vai à loucura, e as selvagerias que ele proporciona, tanto nas letras quanto nas atitudes, levam a multidão ao êxtase.


De quebra, ele ainda deixa a produtora ”molhadinha“ e gritando "fuck" sem parar.


Além do rei Krauser II, a banda possui mais três integrantes: o baixista Wada Masayuki (Jagi), o baterista Terumichi Nishida (Camus) e o porco capitalista Keisuke Nashimoto. Esse ultimo é um senhor que trabalha como vendedor em uma loja durante o dia. Mas quando chega a noite, o amável senhor coloca para fora o seu hobby de emo... ops... quer dizer, sadomasoquista, e isso acontece durante os shows do DMC, quando ele se transforma no porco capitalista.


Já Soichi Negishi é um jovem romântico, super tímido e apaixonado pela meiga Yuri Aikawa. Seu grande sonho é fazer sucesso com suas músicas românticas, tocando em uma banda de pop sueco.


Um rapaz muito humilde, nasceu na fazenda com sua mãe e seu irmão mais novo. Soichi sempre foi um bom filho, educado e obediente, chegou até a ajudar a família nos trabalhos de campo, como cuidar da vaca da fazenda.


Totalmente o inverso de Krauser II, Soichi nunca poderia imaginar, nem mesmo em seu pior pesadelo, que um dia se tornaria o aclamado rei demônio Johannes Krauser II, líder de uma banda de death metal.



De letras falando de framboesa e amor, passou para coisas como estupros e assassinatos.Da pequena Krauser-tan até o rei Krauser II, DMC é um aglomerado de bons personagens, como a presidente da gravadora tendo seus múltiplos orgasmos enquanto escuta as blasfemas letras de DMC, o idoso vizinho do Soichi e os fãs fanáticos pedindo para serem mortos por Krauser II, só para citar alguns.


DMC é um "freak show" da melhor qualidade, um anime empolgante e hilário. As bizarrices da banda mais demoníaca de todos os tempos são muito divertidas.

A grande idéia central do anime foi ter criado um protagonista que possui dupla personalidade, é simplesmente brilhante o contraste de dois estilos tão diferentes, não apenas o estilo musical, mas também o estilo de vida.


Nesse anime você encontrará cenas surreais que acontecem o tempo inteiro, situações totalmente absurdas de tão engraçadas que são, personagens com atitude e músicas devastadoras quebrando qualquer barreira de preconceito existente.

E o melhor de tudo... Nada de censura! A parte técnica também mandou muito bem, o Studio 4°C sabe o que faz, e faz bem feito. O enquadramento das cenas segue o mesmo estilo usado no mangá, isso acaba dando mais dinâmica ao anime, deixando as cenas mais movimentadas. A trilha sonora é perfeita, cada música da banda é uma porrada nos tímpanos, ótimo para assustar criancinhas.

Krauser II, com seus ”dez estupros por segundo“, consegue animar até mesmo um morto, Você conseguira sentir toda a energia contida nesse anime logo na abertura. Pena que alguns episódios perdem um pouco o ritmo, mas nada que atrapalhe as façanhas dos metaleiros. DMC é diversão garantida, só tome cuidado para não vacilar, pois Krauser pode matá-lo, depois estuprá-lo, e depois matá-lo novamente. FUCK!

PS: Depois desse anime, a Torre de Tóquio nunca mais será vista com os mesmos olhos.
























FONTE: ANIMEHAUS




Abertura: (NÃO é a abertura do anime, mas é a mesma música no Live Action)

Encerramento: (NÃO é o encerramento do anime, mas é essa a música ^^)

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Review: Claymore

Ano: 2007
Diretor: Hiroyuki Tanaka
Estúdio: Madhouse
País: Japão
Episódios: 26
Duração: 23 min
Gênero: Fantasia / Drama / Aventura






Claymore é a adaptação serializada que mais me impressionou no quesito aspecto técnico até hoje.

O anime é lindo, a animação é soberba. Basicamente é como se você assistisse a um Wonderful Days, Kenshin OVA ou Mononoke Hime em 26 episódios.



Diferente, entretanto, de outros seriados notáveis no aspecto técnico, como Soul Taker, Claymore tem mais, muito mais a oferecer.


O aspecto técnico está aqui a serviço do roteiro, não o contrário.Bom, findada a questão técnica e você sabendo que o deslumbre áudio/visual e a introspecção que isso provoca estão garantidas, saiba que Claymore é baseado em um mangá de Norihiro Yagi (o qual, a título de curiosidade, gosta da banda de heavy metal brasileira Angra), veterano que contava com uma excelente obra humorística, já com quase dez anos de publicação: Angel Densetsu. Publicado desde 2001, a arte do mangá, por mais absurdo que pareça, consegue ser em dados momentos mais impactante que a do anime (e acredite, isso é impressionante). Além disso, Claymore guarda semelhanças extensas com outra obra muito querida do público fã de mangás de fantasia, Berserk.Que semelhanças são essas?


O design dos monstros e sua opulência, o fato de a personagem principal perder um braço e o substituir com uma ”arma“, o clima opressivo, o tipo de companheirismo entre a protagonista e seu ”bando“. Mas, espera aí, isso não seria plágio? Não, são homenagens. A história de Claymore é boa e forte o bastante para se sustentar por si só, sem sombra alguma de dúvida.



Claymores são mulheres que receberam em seu corpo entranhas/sangue de yomas, demônios que assolam e devoram a população desde tempos imemoriais (o nome é dado pelos populares, já que elas carregam gigantescas espadas do tipo claymore). São as únicas capazes de distinguir um yoma disfarçado de humano de um homem comum, devido à habilidade que possuem de sentir o youki, energia maligna que emana de um yoma, e usar seu próprio youki para ganhar força e agilidade sobre-humana. Dentro da sua organização, são treinadas desde novas para o desapego, e obedecem sem questionar muito. As garotas são escolhidas ou acolhidas por essa organização entre órfãos e outras vítimas de situações variadas. A vida de uma Claymore é uma luta constante para não despertar, já que sendo metade yoma, caso usem o poder em demasia, podem acabar se transformando completamente. Quando elas pressentem que tal fato está próximo de ocorrer, enviam uma ”carta negra“ para outra companheira, para que essa dê cabo de sua vida. Devido a essa razão, a carreira de uma Claymore sempre é curta, durando poucos anos, se não tombar antes em batalha.





A série revolve em torno de Clare, uma Claymore que chega em uma cidade e é hostilizada (todas as Claymores são objeto de temor do povo, já que além de serem meio yomas, cobram quantias altíssimas para livrar a população dos predadores, valores transferidos para os cofres da organização). Uma vez lá, conhece o jovem Raki, que perdeu seus pais para o yoma que atacou a cidade. O garoto ganha a simpatia de Clare, uma vez que não demonstra temor em relação a ela. Após a morte do alvo, Raki é expulso da cidade e Clare termina acolhendo-o. Os dois saem então numa jornada, ação aparentemente ilógica da parte dela (sair carregando por aí um humano normal, incapaz de se defender de um yoma, sendo ela uma Claymore).Revelar mais que isso estragaria o prazer de descobrir o que vem depois. Muitos mistérios são adicionados no decorrer da série, mas perguntas como "porque apenas Claymores femininas" e "o que é essa ”organização“ e quais suas intenções" serão feitas quase de imediato e, dada à qualidade da pena do autor, sinalizam respostas surpreendentes.



Seus poderes Yoma são a fonte de suas habilidades, mas quando usados sem moderação eles tomam conta de sua consciência, transformando a Claymore em um Awakened Being, ser com poderes muito superiores, e alterando totalmente a personalidade dela, sendo caçadas pela organização depois da transformação inclusive. Quando usam seus poderes, seus olhos ficam dourados, mas à medida que aumentam a quantidade de poder liberada, outras modificações ocorrem em seus corpos.





A organização dá um número para cada Claymore, o que serve como um ranking: a Claymore nº 1 é a mais forte, etc. Clare (o que vou dizer a seguir dá um belo momento surpresa no animê, então não leia se for alérgico), nos primeiros episódios, impressiona pela força e agilidade, mas um pouco mais tarde nos é revelado que ela é a número 47, o mais baixo da organização. E acreditem, isso é chocante demais, você fica “hah, não pode ser, a Clare, a mais fraca? Pff”, mas aos poucos se acostuma com a idéia.



A aparição de novas Claymores na história é parte fundamental de seu desenvolvimento, já que nem todas se mostram amigáveis, e cada uma tem uma personalidade forte e bem definida, sem falar nas diferentes habilidades. O passado de Clare é um dos mais tristes que já vi em uma mangá/animê, e entendê-la depois que ele é mostrado fica muito mais fácil. A história, aliás, é cheia de revelações, mas não vou ficar estragando a experiência de vocês aqui, né?

Uma coisa que não falei e que é importante saber: Claymore é muito violento. Muito. Não tem tanto sangue quanto um Hellsing da vida, mas o número de decepações é impressionante, e as tranformações dos inimigos ou das próprias Claymores sempre tem um quê de bizarro. A sensação que impera, principalmente no animê, é a de desespero contínuo. Situações em que simplesmente não há chances de vitória são comuns, mas o pior é que mais comuns ainda são as em que não há a menor chance de sobrevivência. Claro que depois de um tempo você se acostuma “ah, tá, mas não vai acontecer nada grave mesmo”, mas nessas horas Yagi se certifica de quebrar novamente essa calma, mostrando que sim, coisas ruins vão acontecer.


O roteiro cresce exponencialmente. Personagens com carisma colossal são adicionados, e já a partir do oitavo episódio fica impossível abandonar a série. A dramaticidade das situações é opressiva, e a direção é impecável (a série é bastante fiel ao mangá, mas melhora e apara arestas deste, tornando a experiência ainda mais recompensadora). Episódios como o 12, 19 e 22 são tão intensos que ficam marcados a fogo na mente.Então, Claymore é perfeito? Quase. Confesso que acreditava, tendo visto até o episódio 23, que esta seria digna de um 100% com louvores. Mas uma semelhança que ela divide com Berserk e a maneira como os produtores do anime resolveram encarar isso eliminou essa possibilidade. Claymore é um mangá ainda em publicação. E assim como na obra de Kentaro Miura, o que se vê no anime é apenas a ponta do iceberg (e que iceberg!).Diferente de Berserk, no entanto, a equipe de Claymore resolveu criar um final alternativo. Arriscando meu pescoço aqui, digo que preferia um final na linha da série de Berserk também, ou seja, um ”não final“. Para nós em terras tupiniquins, na época em que Berserk foi lançado, o acesso a scans do mangá era bem mais difícil, hoje já não causa tanto desespero um final dessa natureza, você pode facilmente continuar acompanhando a história pelo mangá (não que se essa situação desfavorável perdurasse, minha opinião fosse mudar). Um final aberto evitaria o desvirtuamento de uma das personagens ou soluções forçadas apenas para fechar o anime. Até o episódio 22, entretanto, é 100% com toda certeza.





Um anime ímpar, raro, que todo fã de fantasia estava esperando para ver há um bom tempo, com personagens construídos em várias camadas, absolutamente coerentes e apaixonantes, de dramas tocantes e conflitos tensos que afetam o espectador de maneira inesperada. Tardaram para nos oferecer algo assim, mas definitivamente não falharam.
Abertura:
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(de 3 em 3 dias eu vou colocar o review de algum anime ^_^)

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