quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Review: Claymore

Ano: 2007
Diretor: Hiroyuki Tanaka
Estúdio: Madhouse
País: Japão
Episódios: 26
Duração: 23 min
Gênero: Fantasia / Drama / Aventura






Claymore é a adaptação serializada que mais me impressionou no quesito aspecto técnico até hoje.

O anime é lindo, a animação é soberba. Basicamente é como se você assistisse a um Wonderful Days, Kenshin OVA ou Mononoke Hime em 26 episódios.



Diferente, entretanto, de outros seriados notáveis no aspecto técnico, como Soul Taker, Claymore tem mais, muito mais a oferecer.


O aspecto técnico está aqui a serviço do roteiro, não o contrário.Bom, findada a questão técnica e você sabendo que o deslumbre áudio/visual e a introspecção que isso provoca estão garantidas, saiba que Claymore é baseado em um mangá de Norihiro Yagi (o qual, a título de curiosidade, gosta da banda de heavy metal brasileira Angra), veterano que contava com uma excelente obra humorística, já com quase dez anos de publicação: Angel Densetsu. Publicado desde 2001, a arte do mangá, por mais absurdo que pareça, consegue ser em dados momentos mais impactante que a do anime (e acredite, isso é impressionante). Além disso, Claymore guarda semelhanças extensas com outra obra muito querida do público fã de mangás de fantasia, Berserk.Que semelhanças são essas?


O design dos monstros e sua opulência, o fato de a personagem principal perder um braço e o substituir com uma ”arma“, o clima opressivo, o tipo de companheirismo entre a protagonista e seu ”bando“. Mas, espera aí, isso não seria plágio? Não, são homenagens. A história de Claymore é boa e forte o bastante para se sustentar por si só, sem sombra alguma de dúvida.



Claymores são mulheres que receberam em seu corpo entranhas/sangue de yomas, demônios que assolam e devoram a população desde tempos imemoriais (o nome é dado pelos populares, já que elas carregam gigantescas espadas do tipo claymore). São as únicas capazes de distinguir um yoma disfarçado de humano de um homem comum, devido à habilidade que possuem de sentir o youki, energia maligna que emana de um yoma, e usar seu próprio youki para ganhar força e agilidade sobre-humana. Dentro da sua organização, são treinadas desde novas para o desapego, e obedecem sem questionar muito. As garotas são escolhidas ou acolhidas por essa organização entre órfãos e outras vítimas de situações variadas. A vida de uma Claymore é uma luta constante para não despertar, já que sendo metade yoma, caso usem o poder em demasia, podem acabar se transformando completamente. Quando elas pressentem que tal fato está próximo de ocorrer, enviam uma ”carta negra“ para outra companheira, para que essa dê cabo de sua vida. Devido a essa razão, a carreira de uma Claymore sempre é curta, durando poucos anos, se não tombar antes em batalha.





A série revolve em torno de Clare, uma Claymore que chega em uma cidade e é hostilizada (todas as Claymores são objeto de temor do povo, já que além de serem meio yomas, cobram quantias altíssimas para livrar a população dos predadores, valores transferidos para os cofres da organização). Uma vez lá, conhece o jovem Raki, que perdeu seus pais para o yoma que atacou a cidade. O garoto ganha a simpatia de Clare, uma vez que não demonstra temor em relação a ela. Após a morte do alvo, Raki é expulso da cidade e Clare termina acolhendo-o. Os dois saem então numa jornada, ação aparentemente ilógica da parte dela (sair carregando por aí um humano normal, incapaz de se defender de um yoma, sendo ela uma Claymore).Revelar mais que isso estragaria o prazer de descobrir o que vem depois. Muitos mistérios são adicionados no decorrer da série, mas perguntas como "porque apenas Claymores femininas" e "o que é essa ”organização“ e quais suas intenções" serão feitas quase de imediato e, dada à qualidade da pena do autor, sinalizam respostas surpreendentes.



Seus poderes Yoma são a fonte de suas habilidades, mas quando usados sem moderação eles tomam conta de sua consciência, transformando a Claymore em um Awakened Being, ser com poderes muito superiores, e alterando totalmente a personalidade dela, sendo caçadas pela organização depois da transformação inclusive. Quando usam seus poderes, seus olhos ficam dourados, mas à medida que aumentam a quantidade de poder liberada, outras modificações ocorrem em seus corpos.





A organização dá um número para cada Claymore, o que serve como um ranking: a Claymore nº 1 é a mais forte, etc. Clare (o que vou dizer a seguir dá um belo momento surpresa no animê, então não leia se for alérgico), nos primeiros episódios, impressiona pela força e agilidade, mas um pouco mais tarde nos é revelado que ela é a número 47, o mais baixo da organização. E acreditem, isso é chocante demais, você fica “hah, não pode ser, a Clare, a mais fraca? Pff”, mas aos poucos se acostuma com a idéia.



A aparição de novas Claymores na história é parte fundamental de seu desenvolvimento, já que nem todas se mostram amigáveis, e cada uma tem uma personalidade forte e bem definida, sem falar nas diferentes habilidades. O passado de Clare é um dos mais tristes que já vi em uma mangá/animê, e entendê-la depois que ele é mostrado fica muito mais fácil. A história, aliás, é cheia de revelações, mas não vou ficar estragando a experiência de vocês aqui, né?

Uma coisa que não falei e que é importante saber: Claymore é muito violento. Muito. Não tem tanto sangue quanto um Hellsing da vida, mas o número de decepações é impressionante, e as tranformações dos inimigos ou das próprias Claymores sempre tem um quê de bizarro. A sensação que impera, principalmente no animê, é a de desespero contínuo. Situações em que simplesmente não há chances de vitória são comuns, mas o pior é que mais comuns ainda são as em que não há a menor chance de sobrevivência. Claro que depois de um tempo você se acostuma “ah, tá, mas não vai acontecer nada grave mesmo”, mas nessas horas Yagi se certifica de quebrar novamente essa calma, mostrando que sim, coisas ruins vão acontecer.


O roteiro cresce exponencialmente. Personagens com carisma colossal são adicionados, e já a partir do oitavo episódio fica impossível abandonar a série. A dramaticidade das situações é opressiva, e a direção é impecável (a série é bastante fiel ao mangá, mas melhora e apara arestas deste, tornando a experiência ainda mais recompensadora). Episódios como o 12, 19 e 22 são tão intensos que ficam marcados a fogo na mente.Então, Claymore é perfeito? Quase. Confesso que acreditava, tendo visto até o episódio 23, que esta seria digna de um 100% com louvores. Mas uma semelhança que ela divide com Berserk e a maneira como os produtores do anime resolveram encarar isso eliminou essa possibilidade. Claymore é um mangá ainda em publicação. E assim como na obra de Kentaro Miura, o que se vê no anime é apenas a ponta do iceberg (e que iceberg!).Diferente de Berserk, no entanto, a equipe de Claymore resolveu criar um final alternativo. Arriscando meu pescoço aqui, digo que preferia um final na linha da série de Berserk também, ou seja, um ”não final“. Para nós em terras tupiniquins, na época em que Berserk foi lançado, o acesso a scans do mangá era bem mais difícil, hoje já não causa tanto desespero um final dessa natureza, você pode facilmente continuar acompanhando a história pelo mangá (não que se essa situação desfavorável perdurasse, minha opinião fosse mudar). Um final aberto evitaria o desvirtuamento de uma das personagens ou soluções forçadas apenas para fechar o anime. Até o episódio 22, entretanto, é 100% com toda certeza.





Um anime ímpar, raro, que todo fã de fantasia estava esperando para ver há um bom tempo, com personagens construídos em várias camadas, absolutamente coerentes e apaixonantes, de dramas tocantes e conflitos tensos que afetam o espectador de maneira inesperada. Tardaram para nos oferecer algo assim, mas definitivamente não falharam.
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Review: Getbackers

Nomes Alternativos: Getbackers -Dakkanya-
Ano: 2003
Diretor: Kazuhiro Furuhashi / Keitaro Motonaga
Estúdio: Studio DEEN
País: Japão
Episódios: 49
Duração: 26 min
Gênero: Aventura / Comédia / Shounen



Parecia promissor no início. A sensação que se tinha era de que se seria um anime de ação daqueles que marcam. Mas animes são assim: nunca se pode julgar apenas pelos cinco episódios iniciais.


E é justamente desse mal que sofre GetBackers: quando termina, muito do que ele tinha nos episódios iniciais e que, aparentemente, faria dele um anime acima da média, se perdeu...





GetBackers é um anime de 49 episódios produzido pelo Estúdio Deen, adaptado de um mangá de mesmo nome que ainda é publicado no Japão. Tal fato é justamente um dos piores problemas de GetBackers. Como o mangá ainda é publicado no Japão, GetBackers termina com uma infinidade de pontas deixadas na história e, ainda, recorre a um final simples e bobo.

A história é sobre dois amigos, Ban Midou e Ginji Amano, que operam um negócio chamado GetBackers. A função do grupo é recuperar algo que foi dado como perdido, com 100% de sucesso.



Tanto Ban quanto Ginji, possuem poderes para realizarem essas missões de resgate.



Ban possui o poderoso JaGan, "Olho Maligno", que causa alucinações a todos que olham diretamente nele, e Ginji possui poderes relacionados à eletricidade, já que, antigamente, ele era chamado de Imperador do Trovão.



E assim segue a história de GB: o par recebe a missão de recuperar algo e vão cumprir (ou pelo menos tentar) a tarefa recebida. E nisso, GB caí na previsilbilidade... o seu maior defeito... problema que vai se repetindo diversas e diversas vezes até seu final. Coisas como quem lutará com quem, quem vencerá, quem se unirá ao time, quando o JaGan será usado, são facilmente descobertas a cada episódio.

Isso se une ainda ao fato de GetBackers, mesmo sendo um anime de shonen, possuir pouquissímas lutas grandes e empolgantes. As lutas realmente estão dispersas por toda a totalidade do anime, mas todas são rápidas e sem grandes surpresas. Afinal, Ginji é o Imperador do Trovão e Ban é o operador do JaGan, então, não há o que temer, certo?


Uma pena, já que GetBackers tem muitas coisas boas. Para inicio de conversa, seus personagens são, na maioria, carismáticos ao extremo e apresentam uma interessante, mas previsivel, profundidade e mistérios. A amizade de Ban e Ginji é apresentada de forma natural. Fica-se bem claro a sintonia entre os dois e o quanto um gosta do outro.




Seus caráteres se completam, e isso ajuda bastante a passar a relação de grande amizade. Ginji é, de cara, um dos personagens que mais cativa, uma permanente mistura de inocência e perigo. Já Ban é aquele mais calado e que pensa mais friamente.



Outro destaque é Dr. Jackal, o "vilão amigo" dos protagonistas. Apesar de ser um pouco estereotipado, agrada e convence em suas atitudes contraditórias.


Todos os personagens de GetBackers apresentam um certo charme, afinal. A dose de humor do anime é outro achado.



Ela está tanto nos momentos de mudança do estilo de desenho sério pra um estilo mais "chibi" dos protagonistas (o Ginji chibi é hilário!!!) e até mesmo em episódios propostos como unicamente de comédia, como aquele em que Ginji sofre um acidente e vai pro hospital. ^^ A parte sonora também agrada bastante, com boas melodias, músicas legais e uma dublagem com vozes excelentes.






Nesses aspectos, GB realmente se destaca.Falando assim, parece que GB é, no final, um anime acima da média, apesar da minha introdução que diz o contrário. Então vamos explicar o motivo de tamanha decepção com GB. Como foi dito, além de previsivel, sua história não possui grandes atrativos que prendem a quem assiste. O que realmente prende não tem solução no final do anime.


Os outros mistérios que envolvem as missões ou a vida dos personagens são fácil e rapidamente descobertos por qualquer um. Sem contar aquela decepcionante última saga que tinha tudo pra ser tensa e cheia de ação mas acaba rápido e sem respostas.


Fica aquela sensação de "só isso?" e uma vontade de descobrir o que realmente existe por trás do MugenJou, ou quem são seus Deuses, por exemplo. Sem contar que grandes fatos da vida de Ban Midou, Himiko, Ginji e Shido continuam sem respostas, além da ausência de uma boa luta com o simpático Dr. Jackal.


Por último, anime shonen de longa duração, com um bom número de lutas mas um inexistente número de mortes cheira a mais do mesmo...


Sabendo que existe um mangá que continua com a história de onde parou, ainda tenho esperanças que ele transforme GB no que ele parecia merecer no seu inicio: um anime/mangá promissor.





Com humor, carisma e simpatia acima da média, GetBackers acaba falhando num ponto essencial para animes shonens: história e ação. Não que elas sejam ruins. Apenas não são exemplos para nada. Mesmo assim, dêem um conferida. Suas qualidades fazem por merecer.





Fonte: ANIMEHAUS

Você pode baixar em: http://www.hinata.xpg.com.br/paginas/index2.php?page=hugo/getbackers.html


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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

FELIZ ANO NOVO!!!! - HAPPY NEW YEAR!!!!


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domingo, 20 de dezembro de 2009

Review: Cowboy Bebop


Ano: 1998

Diretor: Shinichiro Watanabe
Estúdio: Sunrise
País: Japão
Episódios: 26
Duração: 25 min
Gênero: Aventura / Comédia / Drama


Spike Spiegel e Jet Black são caçadores de recompensas, sempre ligados no programa de TV "Big Shot", um divertido informativo sobre as mais rentáveis "presas" da semana! =) Vagando pelo espaço na antiquada nave Bebop, Spike e Jet vão à caça de seu ganha-pão, e volta e meia acabam se envolvendo em situações engraçadas, surreais e trágicas.



Contando ainda com a presença da bela vigarista Faye Valentine, do inteligente cão Ein e da esquisitíssima hacker chamada Ed, a trupe da nave Bebop pode ser considerada uma família, ainda que um tanto estranha e turbulenta! =)


Um dos animes mais badalados de todos os tempos, Cowboy Bebop é realmente uma obra-prima. À primeira vista, Cowboy Bebop lembra bastante a famosa série Lupin III, na qual o personagem principal viaja por todo o mundo em busca de relíquias. Em Bebop, os personagens buscam não só o dinheiro das recompensas mas, também, acertar as contas com o passado.



Cada um possui algum evento mal-resolvido no passado, eventos estes que afetam o presente de todos eles de maneira significativa.


Partindo de um excelente argumento de Hajime Yatate, esta produção da Sunrise é dirigida de maneira brilhante por Shinichiro Watanabe.

O visual é de cair o queixo, com uma junção primorosa de desenhos tradicionais com animação 3D.

Sem cair em lugares comuns, Cowboy Bebop consegue a incrível proeza de misturar elementos de drama, comédia, "noir" e até mesmo de "western-spaghetti", sem soar forçado.



Os episódios são, de certo modo, independentes entre si. É necessário que se assista a toda a série para compreender a história mas, ao contrário do que ocorre normalmente, quase não existem ganchos entre um capítulo e outro.

A trilha sonora é um "tour-de-force" da lendária Yoko Kanno. Misturando estilos tão díspares quanto jazz, heavy-metal, blues e funk, Yoko Kanno criou talvez a mais eclética trilha sonora de animes da história, trilha esta que funciona muito bem sem as imagens.



É ver, ou melhor, é ouvir para crer.Os personagens são um show à parte! Spike possui uma aparência sonsa, desligada, mas luta e atira como poucos... seu passado obscuro explica todo este poder. Jet Black é uma montanha de músculos, com um braço artificial de metal. Apesar de toda a sua força, é uma pessoa amável, que adora cozinhar e cuidar de seus "bonsais".



Faye é uma viciada em jogos: pôquer, corrida de cavalos, roleta... Faye não perde uma chance de apostar e perder dinheiro. Ein e Ed surgem na história de maneira tão pitoresca que contar qualquer coisa sobre eles estragaria a surpresa. O sinistro Vicious e a enigmática Julia, apesar de secundários durante a história, desempenham papel fundamental na trama.


Sempre fiquei muito curioso para assistir a Cowboy Bebop, pois queria saber o que esta série possuía de tão incrível para causar o rebuliço que fez. Após assistir aos 26 episódios, só posso me render ao talento dos geniais profissionais da Sunrise, que criaram uma obra para ficar na história. Cowboy Bebop é imperdível e, em minha humilde opinião, um anime perfeito.

Fonte
: ANIMEHAUS
você pode baixar em: http://www.hinata.xpg.com.br/paginas2/index.php?page=klauss/cowboy.html

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sábado, 12 de dezembro de 2009

Atraso

Desculpem a demora, é que eu to sem tempo pra NADA ¬¬ , mas assim que der eu coloco mais reviews de animes XD

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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Review: Samurai X

Alternativos: Rurouni Kenshin: Meiji Kenkaku Romantan, RuroKen, Samurai X
Ano: 1996
Diretor: Kazuhiro Furuhashi
Estúdio: Studio Gallop / Pastel
País: Japão
Episódios: 95
Duração: 25 min
Gênero: Aventura / Comédia / Drama





A história de Kenshin Himura começa cerca de 15 anos antes de ele se tornar andarilho, na época ele sequer possuía este nome.




Um jovenzinho mirrado e fraco, que estava viajando com uma caravana de
mercadores de escravos foi encontrado e salvo por Seijuuirou Hiko que, vendo um imenso potencial no jovem, ensinou-lhe sua técnica, o estilo Hiten Mitsurugi Ryu, que resumia-se a golpes duplos extremamente rápidos e letais.




E assim nascia o Hitokiri Battousai, o Assassino Retalhador, que tornou-se lenda e foi o principal assassino de sua época, graças ao treinamento, ainda que incompleto, dado por Hiko.


Kenshin foi um dos assassinos mais presentes e requisitados no final do Shogunato Tokugawa, devido a sua destreza com a espada.

Lutou ao lado dos imperialistas, abrindo caminho para a chegada da "Era Meiji" e logo após este fato, ele se tornou um vagabundo andarilho.

O anime foi produzido pelo Stúdio Gallop em 1994 e é composto por 4 OVAs iniciais, 95 episódios para TV, 1 filme e 2 ovas de encerramento. Nesta ordem cronológica, os 4 OVAS iniciais mostram a vida de Kenshin antes de se tornar um andarilho, quando ele possuía apenas 14 anos. Os episódios de TV mostram a vida de Kenshin a partir dos 28 anos, e aqui se encaixa o filme, mais ou menos depois da "Saga dos Cristãos ou saga do Filho de Deus", e só então o encerramento, que é dado com os 2 OVAs finais.


Ah, sim: o filme foi produzido pelo Stúdio Deen e não foi escrito pelo criador de Rurouni Kenshin, Nobuhiro Watsuki.Como citei antes, a série de Rurouni Kenshin é dividida em sagas: a Saga de Tokyo, a Saga de Kyoto, a Saga dos Cristãos, a Saga de Kaishuu Katsu, a Saga dos Cavaleiros Negros e a Saga do Feng Shui.



Mas existem muitas diferenças entre o anime e o mangá, como a inexistência da "Saga do Cavaleiros Negros", por exemplo. Um anime dividido em sagas precisa de um bom embasamento, certo? E Nobuhiro Watsuki conseguiu isto introduzindo uma série de personagens carismáticos como: Kaoru Kamiya, mestra do estilo Kamiya e dona do Dojo Kamiya; Sanosuke Sagara, um ex-membro da tropa de Elite de Sagara (Sekihoutai)...



aliás, a tropa de Sekihoutai, vale lembrar, foi quase totalmente exterminada num ato covarde de seus comandantes, pois afirmavam que a mesma havia se tornado "obsoleta"; e Yahiko Myoujin, descendente de samurais, um jovem sobrevivente da guerra civil, ex-batedor de carteiras e agora aluno de Kaoru.




E além destes que são os principais podemos citar ainda: o Juppongatana, um grupo sanguinário comandado por Makoto Shishio, o assassino que substituiu Kenshin como assassino das sombras, quando o mesmo tornou-se conhecido; a Oniwabanshu, o grupo de ninjas comandados por Aoshi Shinomori; a Tropa de Sagara, que deu origem à história de Sanosuke;



o Shinsen Gunmi, que participa efetivamente dos OVAs iniciais e aparece em "flashs" na série de TV, para relembrar a Kenshin seu passado sangrento; Yukishiro Enishi, irmão de Tomoe, a primeira mulher de Kenshin, que retorna exigindo vingança nos ovas finais; e Jin-Hen Udou, um assassino que deseja fama e sangue, além de muitos outros, pois a série se dá ao luxo de exibir um elenco de luxo como simples coadjuvantes, sem perder o charme...."já que estes personagens são carismáticos o suficiente para merecer um anime dedicado apenas a eles." Shinsen Gunmi ganhou um anime baseado na sua história, chamado PeaceMaker Kurogane. Espero que muitos dos outros personagens também sejam brindados com uma anime só para si.

A fase que sempre me chamou a atenção foi a Saga de Kyoto, pois é a que se manteve mais fiel ao mangá, apesar de poder afirmar que jamais poderiam se traduzir em imagens animadas as cenas memoráveis do mangá, como as lutas de Kenshin contra Aoshi, Souijirou e Shishio.

Para equilibrar tanto sangue derramado, temos pitadas memoráveis de humor e romance. O que mais se vê e ouve são objetos voadores não identificados saídos das mãos de Kaoru, além da disputa acirrada entre as personagens pela atenção de Kenshin, mas ainda assim afirmo: "só as carinhas de "ôrô" do Kenshin já valem pelo anime!".


Na parte técnica posso afirmar que a série, apesar de longa, decai poucas vezes, pois a animação é bastante constante, tendo alguns momentos de absoluta exatidão nos traços, e por este motivo fica mais fácil notar a diferença quando o traço decai. A parte musical é muito boa, variando entre letras engraçadas e momentos de pura tensão, mas seu encaixe é quase automático. Eu, como fã de Rurouni Kenshin, recomendo o anime, sim, em pequenas doses.



















Fonte: ANIMEHAUS

Você pode baixar em: http://www.hinata.xpg.com.br/paginas2/index.php?page=klauss/kenshin.html

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(de 3 em 3 dias eu vou colocar o review de algum anime ^_^)

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